Pesquisa divulgada ontem pelo instituto de pesquisas Data Popular aponta que 56% dos brasileiros compraram produto pirata nos últimos 12 meses. A maior proporção é encontrada entre as mulheres da classe alta, com participação de 73%. O levantamento foi realizada em maio deste ano com 1.501 pessoas em 100 cidades do País, de todos os estados e Distrito Federal.
Quase seis em cada dez pessoas já adquiriram pelo menos um item pirata. O estudo aponta que, entre os 56% que afirmaram ter comprado algum produto de marca que não fosse original, a proporção foi maior entre os homens, com 58%, do que entre as mulheres, com 55%.
A pesquisa diz, ainda, que os mais jovens se destacam entre os que consomem pirataria. Entre as pessoas de 18 a 25 anos, 65% declararam consumir o tipo de produto. O percentual é reduzido conforme a idade avança: 61% entre os brasileiros de 26 a 39 anos; 57% entre aqueles com 40 a 59 anos, e 34% entre os com idade acima de 60 anos.
A população idosa é a com menor incidência, com 34% de consumidores de artigos piratas. A faixa etária acima de 59 anos tem quase a metade do percentual verificado entre os jovens de 18 até 25 anos, aponta o estudo.
Classe alta
A classe alta também é destaque, com 61% das pessoas do grupo afirmando que compraram produtos piratas no último ano. Mas é nas mulheres de alta renda que o dado se destaca: 73% das consumidoras da faixa A e B declararam ter adquirido produto pirata no período. Entre os homens da classe alta, a fatia fica em 50%. A participação também cai de acordo com a classe social: com índice de 56% entre as pessoas da classe média (com taxa de 59% entre os homens e de 53% entre as mulheres) e 51% na classe baixa (com índice de 63% entre os homens e de 44% entre as mulheres), diz o estudo.
OPINIÃO
Ilegalidade gera prejuízos ao comércio
O varejo é o maior prejudicado com a comercialização de produtos piratas. É difícil haver concorrência quando pagamos uma alta carga tributária e temos que disputar com um produto ilegal.
O Estado também sofre, pois não pode colher os impostos devidos e o comércio estabelecido continua pagando os altos tributos. O consumidor costuma acreditar que está ganhado ao adquirir um produto pirata, mas a falta de garantia e qualidade pode tornar a compra um prejuízo.
Já realizamos diversas ações contra esse tipo de comércio, mas é necessário que o Governo tome medidas de maior repreensão contra a pirataria. Infelizmente, essa situação acaba se tornando um entrave para o crescimento do comércio brasileiro.
Francisco Freitas Cordeiro
Presidente da CDL de Fortaleza
FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE
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